Publicado em: dom, jul 7th, 2013

Operação Apocalipse: INQUÉRITO CONFIRMA PARTICIPAÇÃO DO MÉDICO ALEXANDRE BRITO

ALEXANDRE BRITO

Gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, relatórios do Serviço de Investigação e Captura (SEVIC) da Polícia Civil e o depoimento devastador de um agente da Denarc, confirmam a participação do ex-deputado, médico e apresentador de televisão Alexandre Brito na quadrilha acusada de estelionato, tráfico de drogas, peculato e lavagem de dinheiro liderada pelos “empresários do crime” Alberto Ferreira Siqueira, o Beto Baba, e Fernando Braga Serrão, o Fernando da Gata. ORONDONIAGORA obteve acesso ao inquérito completo da Operação Apocalipse, revelando o “modus operandi” do bando na obtenção de elevadas cifras com golpes do cartão de crédito em instituições bancárias com a participação ativa de lojas e concessionárias de veículos, tráfico de entorpecentes e o financiamento de campanhas para garantir o fortalecimento político dos elementos envolvidos.

Conforme as provas levadas ao inquérito, a relação de Alexandre Brito com Alberto Siqueira, o Beto Baba, começa na campanha para deputado estadual, na qual o médico sagrou-se vencedor. Para compensar o financiamento da quadrilha, Alexandre Brito nomeou em seu gabinete Fransergio Borges da Costa, o Gato Felix, apontando como auxiliar de Beto Baba no tráfico de drogas. Veja o que diz a Polícia Civil sobre esse cidadão: “Para o apoio para logística da droga, Beto conta com apoio do convicto suspeito de tráfico e constante alvo do Denarc, o servidor público empossado no gabinete do nobre ex deputado Alexandre Brito, Fransérgio Borges da Costa, o Gato Felix, que segundo informações  externas terá apoio de Beto Baba nas eleições para vereador”.

Luciana Dermani Aguiar, irmã da deputada estadual Ana da 8, também garante em depoimento que a campanha de Alexandre Brito foi bancada pelo acusado de tráfico, Beto Baba. Mas a situação do médico e apresentador do programa Dr. Cidadão é mais complicada. Também em depoimento de um policial civil, revelando o teor de uma ligação denunciando a participação ativa do ex-deputado na quadrilha. “Que em meados de 2011 o depoente encontrava-se no interior da SEVIC no DENARC quando recebeu uma ligação de uma mulher não identificada denunciando que seu irmão participa de uma quadrilha formada por JAIR MONTES E ALEXANDRE BRITO, e seu irmão fazia o transporte de drogas para cidade Manaus”. A mulher não foi identificada e nem seu irmão teve o nome revelado, mas ela acrescentou que as emendas parlamentares de Alexandre Brito (fato confirmado pela depoente Ana Dermani Aguiar) também foram desviadas pela quadrilha, conforme o INQUÉRITO POLICIAL  11/02100018/2012 DERCCOT. “Tal denúncia confirma os robustos indícios já delineados no item deste petitório voltado a associação ao tráfico de drogas e financiamento ao tráfico”, diz conclusivo o inquérito da Operação Apocalipse sobre as condutas de Jair Montes, na época assessor político do deputado Alexandre Brito.
Para compensar a lealdade de Jair Montes, Alexandre, conforme consta nos documentos apresentados pela Polícia Civil, nomeou também em seu gabinete Sidney da Costa Lima, o “faz tudo” de Montes. A nomeação consta no Diário Oficial do dia 11 de março de 2010 na página 331. Max Ferreira Braga, outro integrante da quadrilha, também ganhou cargo de confiança no gabinete  do ex-deputado Alexandre Brito. Max é “braço direito” de Fernando Braga Serrão, Fernando da Gata, e possui empresa em Fortaleza (CE), onde deu prejuízos de quase meio milhão de reais aos bancos com o golpe dos cartões.

ALEXANDRE SE REÚNE COM A QUADRILHA

No dia 27 de outubro de 2012, segundo turno das eleições, Alexandre Brito se reuniu na residência de Jair Montes com os líderes da quadrilha Beto Baba e Fernando da Gata para definir estratégias para garantir a vitória de um de seus apadrinhados políticos, Lindomar Barbosa Alves (PV), o Garçon, secretário adjunto da pasta de Assuntos Estratégicos do Governo Confúcio Moura. Em um áudio telefônico datado do dia 5 de julho de 2012, Alexandre pede uma passagem área de Fernando para o marqueteiro da Bahia. “Portanto há fortes indícios de que Alexandre Brito integra a OrCRim, e como tal deve responder pelos crimes de quadrilha ou bando e pelos crimes pelos quais teve participação”, acrescentam os delegados na peça inquisitória.


Fonte: RONDONIAGORA

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